Quando queremos fotografar algo distante, o gesto mais natural é abrir os dedos sobre o ecrã e ampliar a imagem. Parece uma solução prática, mas tem um custo. O zoom digital não traz o motivo mais perto, limita-se a cortar uma parte da imagem e esticá-la. O resultado é uma fotografia mais granulada, com contornos suaves e cores menos vivas do que as da imagem original.
Uma comparação ajuda a perceber. Imagina que tiras uma fotografia normal e depois recortas o centro no computador. O que vês é praticamente o mesmo que o zoom digital produz, mas feito de forma automática antes de guardares a imagem. Quanto maior for a ampliação, mais se nota a perda de qualidade. Se tens dúvidas, faz uma experiência com o mesmo motivo, com e sem zoom, e compara os resultados no ecrã.
Mexe os pés
A alternativa mais simples é aproximares-te do motivo. Dá alguns passos em frente e ganharás pormenor verdadeiro, com a nitidez que a câmara consegue dar. Ao aproximares-te, também mudas a perspetiva, o que muitas vezes torna a fotografia mais interessante. Verás o motivo de um ângulo novo e podes descobrir detalhes que de longe passavam despercebidos. Com o hábito, dar dois passos em frente torna-se um gesto natural, quase sem pensares.
Alguns telemóveis têm uma segunda lente, própria para motivos afastados, que aproxima a imagem sem perder tanta qualidade. Se o teu tiver essa opção, usa-a em vez de ampliares o ecrã com os dedos. Tens de ter em conta que esta lente costuma receber menos luz, por isso funciona melhor de dia. Segura o telemóvel com firmeza, porque a ampliação também faz notar os tremores.
Há casos em que não é possível aproximares-te: animais que fogem, pessoas que não querem ser fotografadas, sítios vedados ou perigosos. Nesses casos, respeita a distância e aceita que a imagem terá menos pormenor. É melhor uma fotografia mais pequena e nítida do que uma grande e desfocada. Podes cortá-la mais tarde, com calma, e escolher o enquadramento perfeito. E lembra-te de perguntar sempre a quem vais fotografar de perto.